Relatório Perossi Conteúdo sobre Principais Tendências de Vendas em 2026
- perossiconteudo
- 28 de dez. de 2025
- 7 min de leitura
Por Perossi Conteúdo
Em 2026, as vendas seguem cada vez mais orientadas pela tecnologia e pelo comportamento autônomo do cliente.
Espera-se que métodos baseados em dados, personalização escalável e híbridos digitais-presenciais dominem as estratégias comerciais.
O foco continua sendo gerar valor ao cliente e construir relacionamentos, enquanto abordagens puramente transacionais ou padronizadas se tornam obsoletas.
A seguir, destacamos tendências por setor, com dicas práticas para equipes de vendas e empreendedores, e práticas a abandonar.
Vendas B2B e Consultivas
Foco no valor e no consultor de confiança: Vendas B2B e consultivas exigem atender clientes altamente informados (que já realizam boa parte da pesquisa antes do contato.
O vendedor deve agir como consultor, traduzindo funcionalidades em resultados concretos e propondo soluções personalizadas, não apenas apresentando o produto.
Estratégias que funcionam bem incluem Account-Based Selling, parcerias estratégicas e nutrição contínua de oportunidades de alto valor, em vez de perseguir volume de leads genéricos.
Dados e automação para escalabilidade: Equipes B2B de alto desempenho investem em CRM, inteligência de clientes e análise preditiva. Até 65% das organizações B2B migrarão para decisões orientadas por dados até 2026.
A IA acelera tarefas repetitivas, por exemplo, agentes inteligentes podem resumir dados de contas, agendar reuniões e preparar relatórios, liberando os vendedores para focar no relacionamento.
Em 2025, 84% dos profissionais de vendas já relatavam que a IA economiza tempo e personaliza o contato com prospects.
Tecnologias emergentes incluem sales assistants (agentes virtuais) e Salesforce Slackbots para enablement rápido.
A integração de plataformas (ERP, CRM, e-commerce) também ganha força para centralizar dados e comissionamento.
Negociação e coaching interno: Com ciclos de venda mais longos e múltiplos decisores, gestão ativa de pipeline e habilidade de negociação se tornam diferenciais. Executivos apontam que negociação avançada e comunicação eficaz estão entre as competências mais valorizadas em vendas consultivas.
Os líderes devem atuar como coaches, treinando micro-habilidades (persuasão, escuta ativa, inteligência emocional) e alinhando marketing e vendas (RevOps). Use métricas de resultado (ARR, margem, taxa de conversão) em vez de medir apenas atividades de prospecção.
Para se destacar: Equipes e empreendedores devem personalizar ofertas com base no contexto do cliente (segmentando por setor, tamanho e necessidade), usar automação de marketing para nutrir leads, e criar conteúdos educacionais que validem a expertise da empresa. Invista em IA acessível (IA em CRMs gratuitos) para acelerar tarefas. Para PMEs e MEIs, escolha ferramentas low-code ou SaaS (HubSpot, RD Station etc.) que oferecem automação de e-mail, geração de resumos pós-reunião e priorização de leads via IA.
Independente do porte, desenvolva Sales Enablement formal: documente melhores práticas e proporcione os recursos certos no tempo certo.
Vendas SaaS
Crescimento guiado pelo produto (PLG) e retenção: Em SaaS, a ênfase em rápido onboarding e expansão de clientes prevalece. Oferecer testes gratuitos, planos freemium ou trial simplifica a demonstração de valor.
As equipes de vendas trabalham em conjunto com Customer Success para garantir adoção e reduzir churn.
Modelos de preços flexíveis (baseados no uso ou assinatura escalonada) ganham espaço.
Tecnologias emergentes incluem demos interativas (ex.: configurações automáticas via IA em tempo real) e analytics de uso para prever renovações. Foco em métrica SaaS, como LTV/CAC, expansão de receita e tempo até upgrade.
Ênfase na experiência do usuário: Diferentemente de vendas únicas, o sucesso em SaaS depende de garantir que o cliente obtenha resultados ao longo do tempo. Uso intenso de suporte via chatbots inteligentes e comunidades de usuários ajuda a criar fidelidade.
Equipes que dominam o cross-sell (por exemplo, sugerindo integrações e upgrades no momento certo) se destacam. A personalização baseada em dados de uso, aliada a acompanhamento proativo pelo time de CS, será crítica.
Para se destacar: Ofereça entregas contínuas de valor, desenvolva casos de uso específicos para cada segmento e destaque-os em apresentações de vendas. Automatize onboarding com tutoriais, chatbots e IA que guiem o usuário dentro do produto.
Treine vendedores em analisar métricas de engajamento (ex.: frequência de uso) para detectar oportunidades.
Abandone a abordagem puramente agressiva de descontos; em vez disso, invista em demonstrações realistas e provas de conceito que mostrem na prática como a solução rende retorno sobre o investimento.
Varejo (Presencial/Omnichannel)
Experiência e personalização no ponto de venda: No varejo físico e omnichannel, as lojas devem combinar atendimento humano com tecnologia.
Tendências incluem uso de realidade aumentada/virtual para experimentação de produtos, estima-se que 63% dos consumidores testarão AR via aplicativos móveis até 2026.
Quiosques interativos, espelhos inteligentes e provadores virtuais elevam o envolvimento. Também cresce o uso de apps móveis, QR codes e beacons para ofertas personalizadas na loja. Mantenha programas de fidelidade omnicanal (p.ex., pontos que podem ser usados online e offline) e chatbots no WhatsApp ou Instagram para suportar compra e pós-venda de forma conveniente.
Omnichannel e multicanal: Clientes transitam entre WhatsApp, redes sociais, e-commerce e loja física. Integrar esses canais é básico: isso exige sistemas de estoque unificados e CRM único, para que vendas online e offline compartilhem histórico de cada cliente. Estratégias bem-sucedidas de varejo mantêm mensagens consistentes em todos os pontos de contato e permitem compras “buy-online-pickup-in-store” (BOPIS). O atendimento via canais sociais (social selling) também é forte: por exemplo, 42% dos vendedores dizem que redes sociais têm a melhor taxa de resposta em prospecção, superando e-mail e telefone.
Novo digital e retenção de clientes: Varejistas exploram redes sociais e conteúdo gerado pelo usuário (reviews, lives de lançamento, influencers) para atrair atenção.
Uso de IA em recomendações de produtos personalizados (baseadas em histórico de compra) potencializa vendas cruzadas.
Inovações como pagamento por aproximação, cryptocurrencies e logística de última milha (entrega rápida em horas) são áreas emergentes.
A sustentabilidade também ganha importância como diferencial competitivo no varejo; comunicar práticas verdes e ética nos negócios influencia positivamente as vendas.
Para se destacar: Desenvolva experiências memoráveis, treinamento de equipe para atendimento ágil e caloroso, complementado por tecnologia (fichamento CRM de clientes VIP, tablets para consultar estoque em tempo real).
Aposte em marketing de conteúdo para explicar usos de produtos (como vídeos em redes sociais). Use dados de CRM para campanhas segmentadas (p.ex., ofertas exclusivas para aniversariantes).
Abandone o varejo de massa não diferenciado: invista em curadoria de produtos e atendimento especializado (ex.: consultoria de estilo), alinhando-se a valores locais ou nichos de mercado.
E-commerce
Personalização e usabilidade: No comércio online, ênfase em site móvel e fluidez do checkout é vital. Ferramentas de IA (chatbots de atendimento, assistentes virtuais) devem estar disponíveis 24/7 para tirar dúvidas dos clientes.
A hiperpersonalização com base em comportamento (ex.: recomendações automáticas, e-mails de carrinho abandonado personalizados) será ainda mais usada: líderes em personalização excedem metas em até 3 vezes.
Estratégias inbound (conteúdo em blogs, SEO, vídeos tutoriais) ajudam a educar antes da venda.
Mercado social e internacional: Vendas via redes sociais (lojas no Instagram/Facebook) e live commerce crescem no Brasil. Integre o e-commerce a marketplaces relevantes (Amazon, Mercado Livre) para ampliar alcance.
O e-commerce B2B também avança, com plataformas self-service e catálogos online. Além disso, pequenas lojas online expandem globalmente via exportação e parcerias.
Logística e confiança: Ofereça prazos de entrega competitivos e rastreio fácil. Sistemas de pagamento seguros (Pix, carteiras digitais, parcelas sem juros) aumentam conversão.
Invista em gestão de reviews e reputação online – 90% dos consumidores consideram opiniões positivas ao decidir pela compra.
Garantir privacidade dos dados (LGPD) e canais de atendimento eficientes reforça a credibilidade.
Para se destacar: Otimize o funil de vendas digital: direcione campanhas pagas com segmentação refinada (lookalike audiences), use retargeting com ofertas personalizadas, e simplifique políticas de troca.
Valorize o pós-venda via e-mail marketing de customer success (dicas de uso do produto, upsell suave).
Pratique análise contínua de métricas web (heatmaps, taxa de abandono) para ajustes rápidos.
Abandone práticas datadas como cadastros longos e páginas estáticas; em vez disso, use auto preenchimento e arquitetura de site responsiva para melhorar a experiência.
Modelos Híbridos e Omnicanal
Equilíbrio digital-presencial: O modelo híbrido, misturando canais online e presenciais, tornou-se padrão.
Estudos mostram que vendedores que adotam 70% de vendas digitais (ligações, videoconferências, e-mail) e 30% presenciais (negociações críticas, feiras) obtêm resultados até 20% melhores que equipes puramente presenciais.
A Gartner prevê que 80% das interações de vendas B2B ocorrerão por canais digitais, portanto, invista em Salas de Vendas Digitais ( Digital Sales Rooms ), sistemas de videoconferência robustos e mensagens instantâneas integradas a CRM.
Integração de plataformas: Como destacado, unificar as plataformas é essencial.
Equipes híbridas prosperam quando dados fluem entre ERP, CRM, e-commerce e PDV.
Isso traz visão única do cliente, agilidade nos processos (ex.: comissionamento automático) e elimina retrabalho.
Recomenda-se mapear todos os canais de venda e definir uma solução de integração (APIs, plugins) para sincronizar pedidos e estoques em tempo real.
Suporte consultivo remoto: Mesmo no digital, mantenha a proximidade: use videoconferências e chat ao vivo para criar rapport, compartilhando tela para demonstrações de produto.
Híbrido não significa frieza; deve-se cultivar relações por canais digitais tanto quanto pessoalmente.
Para se destacar: Aja de forma consistente em todos os pontos de contato, use o mesmo discurso de marca no site, redes sociais e loja física.
Promova transações omnicanal (ex.: compras online, retirada em loja) e ofereça canais de comunicação unificados (chat no WhatsApp, messenger).
Prepare seu time para “vender em casa e fora de casa”: treine videoconferências eficazes e mantenha habilitados apps de vendas mobile para acesso remoto ao funil.
Práticas obsoletas a abandonar
Vendas genéricas e roteiros rígidos: Abandone cold calls sem personalização e e-mails padronizados. Mensagens automatizadas facilmente frias são ignoradas pelos compradores informados.
Em vez disso, use IA para adaptar a mensagem ao perfil do lead.
Foco em atividade, não em resultado: Métricas de volume (número de ligações ou e-mails) sem conexão com receita são ultrapassadas.
Em 2025, menos de 5% dos vendedores priorizam pipeline coverage como métrica de sucesso.
Em vez disso, meça ARR, margem e conversão final.
Negligenciar canais digitais: Ignorar redes sociais, WhatsApp e outros canais online deixa a empresa fora de mercado. Tradicionalmente, evitar meios digitais era prática comum, mas agora 80% das vendas B2B começam no digital.Não fique preso a um único canal: centralize esforços em omnicanal.
Resistência a tecnologia: Evite a mentalidade “faça à moda antiga”, equipes que recusam CRM, IA ou automação perdem competitividade. Resista a planilhas isoladas; opte por software integrado.
Negligenciar experiência do cliente: Comunicações em massa e mensagens irrelevantes fazem o cliente ignorar a marca.
Como alerta a pesquisa global, 70% dos consumidores deletam notificações importantes por achá-las spam.
Em 2026, ajuste o volume e o formato das mensagens e mantenha o toque humano (61% dos compradores ainda preferem consultoria de pessoas).
Em resumo, equipes e empreendedores devem investir em dados, personalização e inteligência artificial, ao mesmo tempo em que fortalecem habilidades humanas (negociação, empatia, coaching interno).
Adaptar-se às tendências, de plataformas integradas a vendas conversacionais, será essencial para crescer em 2026.
Fontes: Dados recentes de Salesforce, Forrester, Gartner, HubSpot, Agendor etc., foram usados para embasar estas recomendações e estratégias.
Eles ressaltam que vendas bem-sucedidas serão orientadas pela tecnologia e pelo foco no cliente, deixando para trás métodos ultrapassados.








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